A União Européia (UE) estabeleceu novas barreiras para a exportação brasileira.
Genebra – Desta vez, o setor atingido é o da pesca. Hoje em Bruxelas os veterinários europeus decidiram exigir novos testes dos produtos nacionais diante das condições fitossanitárias consideradas inadequadas. Além disso, cinco estabelecimentos nacionais foram excluídos da lista de exportadores brasileiros autorizados a vender para a Europa, também por motivos de saúde animal. Bruxelas também renovou sua ameaça de impor novas sanções contra as carnes nacionais.
Há meses Brasil e Europa vêm travando um enfrentamento diplomático por causa da qualidade dos produtos exportados pelo País.
O novo regulamento adotado hoje foi resultado das inspeções realizadas pelos europeus em junho e exige que os exportadores de pescado fresco mostrem certificados de testes laboratoriais para que possam entrar no mercado da UE. "As medidas foram tomadas devido às sérias preocupações sobre a segurança desses produtos para os consumidores", avisou a UE.
Para os europeus, o que não está claro é a capacidade dos laboratórios nacionais de produzirem testes \"confiáveis\". Bruxelas reconhece apenas um laboratório no País com condições consideradas ideais de realizar o teste de histamina no peixe, o que acaba se transformando em um obstáculo para o exportador.
Pela regulamentação que acaba de ser aprovada, o pescado terá de apresentar esse certificado ao desembarcar na Europa ou pelo menos realizar o teste ao chegar no mercado de destino. Os custos desse teste ficariam por conta do exportador brasileiro. A medida atinge principalmente as exportações de atum do Nordeste. No ano passado, as vendas para a Europa chegaram a US$ 5 milhões, mas o volume estava crescendo a cada mês. No mercado europeu, o atum fresco brasileiro é usado para a preparação de sushi.
Outra medida tomada pelos europeus foi a exclusão de cinco estabelecimentos pesqueiros da lista dos exportadores autorizados a vender para a Europa. Segundo os veterinários da UE, esses estabelecimentos não atendiam às exigências mínimas de higiene.
Carnes
Sobre as exportações brasileiras de carne, a Europa continua sem uma definição sobre se aplica uma nova restrição ou não. Países como a França e Irlanda insistem que medidas precisam ser tomadas, mas a Comissão Européia prefere debater ainda os resultados das últimas inspeções e esperar inclusive a ida de uma missão ao estado de São Paulo a partir de segunda-feira para avaliar a questão da febre aftosa. \"Medidas podem ser tomadas no futuro próximo se algumas deficiências não forem rapidamente resolvidas pelas autoridades brasileiras\", afirmou a Comissão.
Agência Estado
25/09/06
MERCADO DA PESCA





